Refinados Cavalheiros: Sexo, Humor e Cultura

Entenda a “No Pussy” Generation

Entenda a “No Pussy” Generation

Clint Eastwood, que sabe e viu tudo, que encarnou nosso ideal de macho, chamou a geração atual de pussy generation. E não no bom sentido (de apreço por pussy). Uma geração de mariquinhas, isso é o que ele quis dizer. Com bom (ou mau) humor, foi na clássica coluna da Esquire magazine, “O Sentido da Vida”. Ele disse “Não sei quando começou a geração dos mariquinhas. Talvez tenha sido no momento em que as pessoas começaram a se perguntar sobre o sentido da vida”.

E isso foi muito antes de pesquisas mostrarem que os Millennials – a geração de pessoas nascidas na década de 1990 – eram o grupo mais sexualmente inativo desde a época da Grande Depressão. Os jovens de hoje não estão tendo tantas relações sexuais quanto os de gerações anteriores, apesar da ampla disponibilidade de aplicativos e sites de namoro e da maior aceitação sobre o sexo antes do casamento, disseram pesquisadores em 2016 – bem depois da declaração de Eastwood.

“A única outra geração que mostrou uma taxa mais alta de inatividade sexual foi a dos nascidos na década de 1920”, afirma o estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Atlântica da Flórida e publicado na revista científica Archives of Sexual Behavior.

Como explicar isso? Bem, minha tese é muito diferente da de Eastwood (embora o bom senso recomende confiar mais no veterano cineasta do que em mim):

Foi quando a garotada se desinteressou pela arte do cunnilingus.

pussy

Por nojinho, preguiça, por preferir jogar vídeo game, por preferir assistir passivamente a coisa em sites pornô – seja lá por que diabos de razão – a garotada não cai mais de boca nas moças.

Houve gente como Elvis Presley que não fazia isso “porque era coisa de gente preta” (a revelação foi feita por ninguém menos que a deliciosa Cybill Shepherd, a gata do seriado “A Gata e o Rato” e estrela de “Taxi Driver”). O velho patriarca da família Soprano, na série televisiva, Corrado “Junior” Soprano, foi sacaneado por seus pares mafiosos por se dedicar à prática, que reduziria sua masculinidade por servir às mulheres. E também porque no código da Máfia, que inclui largos períodos cercado de machos na cadeia, havia uma sugestão pairando no ar de que quem serve às moças oralmente pode fazê-lo nos companheiros de cela (Quando a psiquiatra de Tony Soprano, a Doutora Melfi, fala disso em uma sessão com Tony Soprano ele a interrompe com a habitual falta de sensibilidade, mostrando que a médica tocou um nervo sensível). Ou seja, havia um arcabouço ideológico em rejeitar a arte. Era ridículo, mas havia um sentimento de redução de status associado a servir às moças.

Passada essa fase burra e preconceituosa, os garotos na faixa dos 20 anos tornam a ignorar a prática, desta vez não por razões ideológicas, mas por preguiça, desapreço por essa parte da anatomia.

Uma garotada que não cai de boca nas moças,

que ignora as delícias sensoriais de tocar as garotas como um instrumento, apreciando os sons que gera e todo o universo de delícias envolvido na arte, acaba se desinteressando por todo o complemento.

O veterano ator pornô e herói americano Ron Jeremy disse certa vez que, antes dos remédios para disfunção erétil, sua fórmula infalível para encher de sangue o seu afamado membro era justamente degustar uma moça. E quem entende mais do assunto que o encantador Ron?

Talvez a arte do cunnilingus venha a morrer com nossa geração.

O futuro do planeta será ainda mais triste do que imaginamos.

O mundo não terminará nem com um bang nem com um gemido, como já foi dito.

Terminará justamente com a falta de gemidos.

Veja a seguir:

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República dos Bananas! 

Reno Mora, autor do texto que você acabou de ler, publica lá!

Renzo Mora
escritor e roteirista, além de colaborador de revistas como Playboy, Vip e Cult. Assinou um livro guia sobre o Cool e uma biografia de Frank Sinatra.

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